A ação busca ampliar a educação digital da população em um cenário em que cada vez maismais serviços públicos, bancários e atividades do cotidiano acontecem pela internet. Nas periferias e favelas, onde o acesso digital cresceu rapidamente nos últimos anos, especialistas alertam que a falta de informação sobre segurança virtual também aumenta a vulnerabilidade a fraudes online.
O principal destaque da campanha é a revista em quadrinhos “Phishing e Golpes Cibernéticos”, primeiro gibi lançado pela Secretaria de Governo Digital sobre o tema. Com linguagem acessível e visual didático, a publicação apresenta situações comuns usadas por criminosos para roubar senhas, dados bancários e informações pessoais através de mensagens falsas e páginas fraudulentas.
Além do gibi, o governo lançou vídeos educativos voltados especialmente para pessoas acima dos 60 anos. Os conteúdos trazem orientações sobre navegação segura, cuidados ao acessar plataformas digitais, criação de senhas fortes e ativação da verificação em duas etapas no GOV.BR.
Segundo o secretário de Governo Digital do MGI, Rogério Mascarenhas, a educação digital é uma das principais ferramentas para reduzir os impactos dos golpes virtuais.
“Um dos melhores remédios para a proteção dos dados e das informações é a educação”, afirmou o secretário ao destacar a importância de aproximar o tema da segurança digital do cotidiano da população.
A iniciativa também inclui novos materiais destinados a gestores e servidores públicos que atuam no Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação (SISP). Os documentos orientam sobre medidas de proteção de dados, políticas de segurança da informação e prevenção contra ataques cibernéticos.
De acordo com o governo, a primeira versão do Programa de Privacidade e Segurança da Informação (PPSI), lançada em 2023, ajudou a elevar em cerca de 28% o nível de maturidade em segurança digital nos órgãos públicos ligados ao SISP.
Com o avanço das fraudes virtuais, especialistas reforçam que o combate aos golpes digitais passa não apenas por tecnologia, mas também pelo acesso à informação. Em comunidades periféricas, onde muitos moradores utilizam o celular como principal ferramenta de acesso à internet, ações educativas podem ajudar a evitar prejuízos financeiros e roubos de dados que afetam diretamente a população mais vulnerável.